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16 de março de 2016

Costa o malabarista



António Costa é um dos mais exímios negociadores que até hoje conheci e, perdoem-me os que assim não pensam, o melhor político que alguma vez poderíamos ter tido. É que com ele, assistimos a uma verdadeira manifestação de democracia, coisa que já não víamos há já algum tempo no parlamento.

12 de maio de 2011

Massacres à porta fechada


Se os sírios que lutam pela democracia fossem declarados terroristas, muito provavelmente a repressão de que estão a ser alvo por parte do regime de Damasco, seria melhor tolerada por todos os que viveram, vivem e conhecem o drama do terrorismo. Não se tratando dessa situação, é inadmissível que a comunidade internacional não se insurja contra as arbitrariedades perpetradas pelas tropas de  regime de Bashar al Assad, até porque os poucos relatos que nos vão chegando daquele país, onde os jornalistas foram proibidos de entrar, dão conta de um crescendo da violência contra aqueles que continuam a acreditar na vitória da democracia. Espero que a comunidade internacional, não se comporte da mesma maneira que se comportou quando, em 1989, milhares de manifestantes foram brutalmente desmobilizados da Praça da Paz Celestial.

27 de fevereiro de 2010

A voz da razão

Admito que Paulo Portas não é o meu ideal de político. Acho-o demagogo quanto baste. Porém sei , e ele também sabe, de que forma se consegue captar a simpatia de um povo, agastado que está com a crise da democracia, ou melhor, com a falta de sentido de Estado dos seus protagonistas. Obviamente que num país à beira do colapso financeiro, como aliás nunca deixou de estar por muito optimistas que sejam os nossos políticos, tem que existir alguém que se encarregue de denunciar as mordomias mantidas pelos gestores públicos, muitos deles principais causadores do descalabro em que se encontram as contas públicas. Poderão dizer que Paulo Portas faz política fácil, que é um profeta da desgraça ou até mesmo um  oportunista, mas  pelo menos ele é o único com coragem de pedir mais rigor e transparência na relação do Estado com os seus cidadãos, provando que o Estado não é pessoa de bem e só serve para salvaguardar os interesses instalados.

9 de fevereiro de 2010

Acossado

Na fase final do seu reinado, Sócrates sente-se atacado por todo o lado e em todo lado. Argumenta que a oposição divulga um crime praticando outro e isso não é política mas antes uma outra forma de fazer política.
Não foi a primeira, nem será a última vez que, para "queimar" um hipotético criminoso, se recorrem a práticas menos ortodoxas, não previstas nos manuais de direito mas por norma eficazes, tendo em conta os resultados obtidos. É assim que acontece em países onde a democracia que funciona é uma democracia imposta e onde quem a impõe é o tirano que consegue controlar a população e as riquezas do país que igualmente controla.

19 de setembro de 2009

A todo o custo




Ruidosamente tentam lançar farpas aos seus opositores. Desfazem-se em tentativas, muitas das vezes loucas e ocas, para denegrir o seu adversário, quer política quer pessoalmente. A obsessão com que actuam, leva a que os responsáveis em "fabricar" calúnias, esmiúcem a vida daqueles que pretendem fragilizar em busca de desvios que os possam descredibilizar perante o eleitorado. Esquecem-se porém que tal actuação prejudica não só os visados, como também aqueles cuja credibilidade é necessária ao funcionamento das instituições democráticas.