14 de fevereiro de 2010

Em Contra Relógio


Depois de conseguirem desacreditar a pessoa e o político, eis que a oposição está a um passo de concretizar o seu plano de governo para o país.
António Costa e Capoulas dos Santos foram unânimes em considerar que a solução para ultrapassar a crise, passa forçosamente pela apresentação de uma moção de censura ao governo. Só que, para além de outras, existem questões a resolver no PSD. A falta de liderança alternativa vai gerar um clima de tensão dentro das estruturas do maior partido da oposição.
Se por um lado clama por mudança, por outro não tem alternativa à governação. Se decidir ir a eleições, tem que esperar primeiro pela eleição daquele que será o próximo primeiro-ministro de Portugal. Como a crise não pode esperar e não se vislumbra, por parte de Cavaco Silva, qualquer intenção de intervir na governação do país, antes achando que é necessário ter confiança no governo, sou capaz de apostar que os benefícios dessa campanha, negra diga-se, contra José Sócrates, lhe trarão mais vantagens do que desvantagens, independentemente de continuar a ser ou não candidato ao que quer que seja. Assim, sem conseguir acompanhar a velocidade a que a sucessão de acontecimentos ocorre, o PSD poderá muito bem vir a perder mais do que estava à espera de vir a ganhar, pois corre o risco de não conseguir ter e ser uma alternativa viável de governo.
Com tudo isto, os portugueses permanecem em crise e aguardam a decisão dos senadores, quão preocupados que estão em resolver os problemas de governação do país, somente gerados porque quem governa são outros e não eles.

Sem comentários: